Raquel B. Garcia

quarta-feira, 22 de junho de 2016 às 16:56

A crítica que constrói

Falar mal das empresas virou rotina nas rodas de conversa, entre amigos, entre colegas, entre parceiros e até entre meros conhecidos, é só um começar que o outro já emenda o assunto e assim vai.
Todas as pessoas têm soluções para os problemas das empresas alheias, pena que quando o assunto é a própria empresa não é bem assim que as situações são tratadas, normal.
É bem verdade que devido a uma série de fatores as empresas estão, sim, deixando a desejar diante das expectativas atentas deste novo perfil crítico de consumidor, mas este mesmo consumidor que se incomoda e reclama das empresas também é alvo de reclamações em outros momentos de sua rotina, inclusive trabalhando.
Dentro de todas as mudanças no comportamento produtivo, e até mesmo no cenário informal, o atendimento se tornou um problema, quando deveria ser a solução, colocando as organizações diante de uma realidade que precisa ser redesenhada, e com urgência. 

Mas o mercado de trabalho não consegue fazer isso sozinho, os colaboradores vão para casa, encontram os amigos, vão à escola e lá, nestes outros palcos, eles precisam ser exigidos e exigirem um atendimento especial, como toda e qualquer pessoa merece, para voltar ao trabalho reproduzindo comportamentos amistosos, com estabilidade de humor e cumprindo com pelo menos os padrões mínimos de respeito.
Atender bem não é uma exigência tão somente do comércio, os vizinhos precisam se atender melhor, a professora da escola, a mãe, o médico, o neto, o policial, o entregador... No entanto, reclamar das empresas para quem não vai interferir e consequentemente melhorá-las não adianta, inclusive aumenta o descrédito da empresa e impede que outras pessoas tenham uma visão positiva.

Então, o ideal é que as pessoas, enquanto clientes de verdade, deem retorno do atendimento que receberam, mas não podem esquecer dos momentos bons que passam dentro das empresas, dos atendimentos maravilhosos que usufruem, daquelas pessoas que fazem exatamente o que devem fazer, atendendo como cada pessoa deseja.
O retorno negativo pode até ser dado para quem atendeu, desde que com sutileza e até com sugestões de melhoria, mas deve ser dirigido inquestionavelmente aos responsáveis pela empresa, que, uma vez atentos, devem corrigir não só pelo episódio, mas a performance das equipes, evitando, assim, novas frustrações de clientes e, consequentemente, perda de importantes negócios.
Processos definidos, estoques lotados, lojas bonitas são importantes, mas o atendimento ainda é o que faz a diferença, então uma crítica pode ser construtiva se feita com sensatez e equilíbrio, se vai ser bem aceita ou não deve ser de preocupação da empresa, que caso não opte por resolver seus problemas de atendimento, pode ter logo que enfrentar problemas financeiros.
Bom trabalho e sucesso.


Por: Raquel Barreto Garcia

 
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