Raquel B. Garcia

quarta-feira, 15 de junho de 2016 às 17:25

Conviver com a diferença é o desafio do momento

As diferenças individuais são a riqueza da humanidade, mas podem passar a ser o problema, e isso por inúmeras questões.
Que é fantástica a existência humana, justamente pelas diversidades, sejam de ideias, estilos, cultura, comportamentos... isso todo mundo sabe, mas que as dificuldades vem aumentando, e numa velocidade assustadora em função dessas mesmas diversidades, isso nem todos sabem.
As dificuldades pelas diferenças residem em vários terrenos, mas principalmente no desempenho, onde toda a história das pessoas vem à tona, de forma direta, quando falada e comparada e também de forma indireta, como uma influência que sequer passa pela consciência, mas reflete no comportamento. 
Entre os piores obstáculos ao desafio de aprender a conviver com as diferenças, está o crédito somente na sua verdade como absoluta, o que impede um olhar receptivo que permita o entendimento do diferente como uma possibilidade.
A manutenção de padrões estáticos e permanentes são um verdadeiro muro impeditivo às participações alheias, o que também não quer dizer que tudo tem que estar mudando o tempo todo, mas uma percepção dinâmica do cotidiano, com vistas ao aumento da produtividade, bem que pode ser refletida a cada circunstância.
Não saber ouvir também é uma questão séria, uma vez que a ouvidoria permite conhecer, entender e até aprender, na certeza que tudo é mutável e de que sempre uma parada para ouvir pode ser entendida positivamente.
E a falta de respeito mesmo, assim nua e crua, ela vem invadindo o cenário produtivo, sem a menor cerimônia e quem sabe até seja uma das grandes nascentes dos demais obstáculos ao desenvolvimento organizacional.
Este conviver com a diferença é necessário e urgente, e em todas as instâncias, inclusive neste grupo de pessoas que está recém entrando no mundo corporativo e não foi preparado para conviver com a diversidade, desde questões aparentemente inusitadas, como ser conduzido de uma forma diferente de como era conduzido na família, até questões diretamente ligadas à produtividade e ao desempenho.
Um ditado popular atrapalha todo este processo de adaptações, de uns aos outros e de todos às situações produtivas, quando diz que um bom julgador por si julga os demais, porque seja nas condições favoráveis ou desfavoráveis, os indivíduos são diferentes e todos obrigatoriamente devem dar o seu melhor, que pode ou não ser o melhor do outro.
Conviver com a diferença entre as pessoas, entre as lideranças, entre as empresas, entre os momentos, entre as cidades... é o desafio do momento, e aprender é a palavra de ordem.
Bom trabalho e sucesso.


Por: Raquel Barreto Garcia

 
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