Raquel B. Garcia

sábado, 25 de junho de 2016 às 0:00

O dilema cargos X salários

É muito difícil medir o que afinal representa justiça no pagamento do quadro funcional, porque mesmo ocupando os mesmos cargos, os colaboradores sempre têm desempenhos diferentes e cada organização tem as suas peculiaridades, que a faz diferente das demais, embora seja do mesmo segmento.
As características individuais que caracterizam a natureza humana permitem que os colaboradores possam ter desempenhos ótimos e ao mesmo tempo diferentes, uma vez que fazer bem não quer dizer fazer igual.
Uma administração de cargos e salários deve ter uma base bem sólida e alicerçada em dois fortes pilares, a equitatividade e a justiça, claro que partindo sempre das questões de legalidade que regulamentam o funcionamento das empresas.
A equitatividade representa uma proximidade das outras organizações que também têm o cargo em questão, buscando informações em outras organizações do mesmo porte ou segmento e tentando remunerar de maneira parecida as pessoas que ocupam a mesma posição. Claro que cada organização deve levar em consideração as próprias individualidades, como momento, tamanho, faturamento, resultado e apenas se responsabilizar com recompensas que de fato possam ser concretizadas sem comprometer a saúde financeira da empresa.
A justiça representa questões bem particulares e internas da própria organização, considerando o seu quadro de colaboradores e a medição do desempenho de cada um que compõe o quadro, sendo esta avaliação formal ou informal, o justo é pagar o que os colaboradores merecem.
Justiça é um dos quesitos mais avaliados pelos colaboradores de uma organização, embora por vezes a avaliação tenha um caráter duvidoso pelo motivo do colaborador não ter plena consciência da qualidade de seu desempenho.
Uma reflexão muito intensa gira em torno da seguinte dúvida: O salário deve ser do cargo ou da pessoa? Quando uma empresa contrata um novo colaborador para um mesmo cargo, com salário diferente, seja esta contratação para substituição ou aumento do quadro, ela está automaticamente afirmando que o salário é do indivíduo e não do cargo.
E quando os novos ganham mais que os antigos... é bem aí que pode se instalar um caos, porque realmente os que se sentirem diminuídos terão seu desempenho reduzido, mesmo sem intenção, mas é humano este abalo e consequente mudança de performance.
A política de cargos e salários é gerida, ainda, por fatores externos, que vão além das paredes da organização, como a escassez ou a oferta de profissionais de determinada área, mas é o bom senso da gestão que de fato define o que é melhor para a sua organização.
Bom trabalho e sucesso.


Por: Raquel Barreto

 
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