Décor

quinta-feira, 26 de novembro de 2015 às 14:11

A decoração no Brasil - De 1950 até a década de 70

Nos lares das famílias brasileiras tradicionais imperam os móveis coloniais de origem portuguesa e os austríacos, produzidos em série

Foto publicitária dos móveis artísticos na década de 50  - Créditos:  Uol Mulher
Foto publicitária dos móveis artísticos na década de 50 Uol Mulher
TV SEMP 1951 - Créditos: ReproduçãoMóveis em módulos, um protótipo - Créditos: ReproduçãoPapel de parede floral - Créditos: ReproduçãoCobogós - Créditos: Acessa.comCADEIRA THONET - Créditos: ReproduçãoSamambaia na decoração - Créditos: Revista Donna

Nos lares das famílias brasileiras tradicionais imperam os móveis coloniais de origem portuguesa e os austríacos, produzidos em série. Para os vanguardistas, o mobiliário criado por nomes como Zanine Caldas, Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi e pelo escritório Branco e Preto ambientam as edificações com arquitetura modernista.

No pós-guerra, um novo estilo de vida urbano-industrial se difunde reforçado pela prosperidade da economia norte-americana. Nas grandes cidades brasileiras, o consumismo se expande e a TV torna-se mais acessível, ganhando 'status' de móvel decorativo. Peças representativas dos móveis austríacos usados na década de 50 no Brasil são as cadeiras Thonet, desenvolvidas pelo alemão Michael Thonet (1796-1871) e produzidas em escala industrial a partir do processo que curva a madeira pelo uso de vapor.

As criações assinadas pelos arquitetos nos anos 50 passam a ser reconhecidas por seu valor histórico, artístico e cultural.

1960

Em abril de 1960 é inaugurada Brasília, a nova capital projetada por Lúcio Costa, com edificações de Oscar Niemeyer. E, em 64, se instaura no Brasil o regime militar, que duraria 21 anos. Na decoração, os móveis com pés palito, ícone dos anos 1950, se popularizam e os cobogós invadem os lares brasileiros.
O cobogó é um elemento construtivo criado em Pernambuco no final dos anos 20 por Amadeu Oliveira Coimbra (co), Ernest August Boeckmann (bo) e Antonio de Góes (gó). As iniciais dos sobrenomes dos inventores formam o nome da criação genuinamente brasileira. Populares na década de 60, os blocos vazados, fabricados inicialmente em concreto, têm um efeito estético explorado até hoje na decoração.

O paisagismo ganha fama e destaque nacional graças aos trabalhos de Roberto Burle Marx e a madeira jacarandá é trabalhada de um jeito novo, resultando em peças de traços leves com ar 'de brasilidade'. Por suas criações no mobiliário (muitas delas datadas nas décadas de 40 e 50), Joaquim Tenreiro, Sérgio Rodrigues e Bernardo Figueiredo tornam-se nomes reconhecidos do design nacional.

1970

Samambaia é 'hit'

A estética hippie, a contracultura, o psicodelismo e a comunhão com a natureza influenciam as criações na arte, na moda e na decoração. No Brasil, o movimento ganha força na década de 70, embora 'filtrado' pelo militarismo. As samambaias e outras plantas adentram os espaços (penduradas ou sobre móveis) e viram 'hits'. As tendências do design de interiores no Brasil se resumiam ao piso acarpetado, aos móveis de fibra e aos objetos artesanais (como a toalha e a cestinha de pães), impulsionados pela ideia do 'fazer a mão'. A azulejaria com estampas e/ou texturas completavam a ambientação da década de 70.
Os móveis em módulos aparecem nos lares. O lançamento datado de 1974 garantia a possibilidade de uso em quartos, cozinhas, salas e banheiros.

FONTE: Uol Mulher - Decoração no Brasil (mulher.uol.com.br)


Por: Rosane Coutinho

 
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