Renato Marsiglia

quinta-feira, 5 de novembro de 2015 às 18:39

Renato Marsiglia

Liga Sul-Minas-Rio

Não sou contrário às ligas, muito pelo contrário. Na Europa, os campeonatos são geridos por ligas, cabendo às confederações a administração dos Tribunais e arbitragem. A questão é que lá os cartolas já entenderam que não podem colocar os interesses pessoais e dos seus clubes na frente da competição. O interesse coletivo e o sucesso do "negócio futebol" é a prioridade. Aqui, um quer dizimar o outro. Não são adversários, são inimigos. Enquanto esta mentalidade retrógrada continuar persistindo, as Federações e CBF continuarão dando as cartas e jogando de mão.

Penitenciária maravilhosa
O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, tem causado inveja no mundo do crime. Pagou uma fiança de R$ 57 milhões e aguardará julgamento em "prisão domiciliar" no seu apartamento de luxo avaliado em R$ 10 milhões. A minha casa é uma masmorra medieval perto do imóvel que está localizado na Quinta Avenida, em Nova York, perto do Central Park. Aprendam com quem sabe, bandidinhos chinelos e amadores.


Direito ao trabalho?
A Federação Paulista de Futebol (FPF) introduziu um dispositivo polêmico no regulamento do Campeonato Estadual. Para evitar as constantes mudanças de técnicos, a FPF definiu que os clubes não poderão contratar treinadores de outras equipes que disputam a Série A-1 (a elite estadual), mesmo que ele já tenha deixado o seu time. Se o clube optar por um treinador de outro estado (ou divisão), precisará homologar um acordo com o demitido na Federação. Ligas europeias já fazem isto com sucesso. Como não sou advogado.

Palavrão não é ofensa ? - 1
Emerson Sheik (Flamengo) foi até uma câmera de TV no intervalo de Flamengo x Vasco da Gama e disparou: "Esse juiz é uma m...., é uma m...". Levou três jogos de suspensão. Gabigol (Santos) foi até o árbitro ao final do jogo contra o Grêmio e falou:"Vocês só fazem m..."! Pegou um jogo de suspensão. O STJD está sendo criticado. Pessoalmente acho que são situações diferentes. Na primeira, além da falta de educação houve uma uma atitude grosseiramente premeditada. Na segunda, um desabafo deseducado pela derrota.

Palavrão não é ofensa ? - 2
O renomado professor de português e meu amigo pessoal, Sérgio Nogueira, tem opinião parecida. Ele acredita que não é o dicionário que tem responsabilidade de definir se o termo é ofensivo. Assim como todo palavrão, mais vale a intenção de quem falou e o tom usado. A linguagem do futebol é um pouco mais deselegante do que vemos no dia-a dia. Eu não coloco estas manifestações sequer na origem da condição social da maioria dos jogadores. Basta ver a postura desatinada de pessoas letradas e formação ilibada nas tribunas dos estádios.


Por: Renato Marsiglia

 
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