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quinta-feira, 29 de outubro de 2015 às 1:14

Qualidade de vida

O papel da Nutrição é cada vez mais relevante frente à prevenção das doenças e a promoção da qualidade de vida na chegada à terceira idade

Alimentos para combate da enfermidade ossea - Créditos: Reprodução
Alimentos para combate da enfermidade osseaReprodução
Especialistas no congresso em Porto Alegre com Dr. Emílio Moriguchi ícone da geriatria no Brasil - Créditos: Arquivo pessoalAngela Knorr nutricionista da Clinipampa - Créditos: Arquivo pessoalGeriatra Alice Fernandes da Clinipampa - Créditos: Arquivo pessoal

O papel da Nutrição é cada vez mais relevante frente à prevenção das doenças e a promoção da qualidade de vida na chegada à terceira idade. O padrão alimentar deve contribuir para um envelhecimento saudável. A médica geriatra Alice Fernandes e a nutricionista Ângela Knorr estiveram presentes no II Congresso Brasileiro de Nutrição e Envelhecimento ocorrido em Porto Alegre, de 8 a 10 de outubro e compartilham os conhecimentos adquiridos conosco.

Mais alimentos, menos comprimido

A geriatra Alice Fernandes destaca a abordagem do II Congresso, onde foi tratado os idosos que evitam as enfermidades crônicas degenerativas através da alimentação. Ela conta que algumas das atualizações abordadas foram a importância de manter o peso saudável com o passar dos anos, realçando, é claro, a importância de ser dentro da faixa etária e dos limites trazidos pelo diagnóstico nutricional atual.

Quanto às dietas de emagrecimento comprovadas pelos estudos científicos, conforme a nutricionista Ângela Knorr, são apenas três tipos. As dietas de guidelines (diretrizes formadas por meio de pesquisas científicas especificadas em níveis de evidência que orientam o profissional nutricionista para o atendimento clínico nutricional), dieta D.A.S.H (Dietary Approach to Stop Hypertension -  significa abordagens dietéticas para parar a hipertensão) e a Dieta do Mediterrâneo. A especialista em Nutrição Clínica e Estética e atualmente pós graduanda em Saúde e Bem-Estar elucida os alimentos que estas diretrizes abordam. "São alimentos e nutrientes como azeite de oliva extra virgem, oleaginosas como castanhas, nozes, amêndoas, carnes brancas, vinho ou suco de uva integral, cereais integrais e principalmente frutas e vegetais", esclarece.

A médica Alice completa indicando que estes com o consumo de cinco porções por dia contribuem para a redução da incidência de câncer e doenças cardiovasculares. O consumo máximo de 500g por semana de carne vermelha possui efeito preventivo também de câncer e doenças cardiovasculares, conforme a nutricionista Ângela.

A recomendação de suplementação de vitamina D é de 800 UI/dia, para Alice Fernandes essa medida é independente da exposição solar e do consumo através dos alimentos. Porque ocorre menor incidência de fraturas em 20% dos idosos. Estes parâmetros servem para pacientes com taxas normais. "Uma vez que deficientes ou insuficientes as necessidades deverão ser recalculadas", diz.

A International Osteoporosis Foundation (IOF) preconiza que indivíduos de 51 a 70 anos devem ingerir 1000mg/dia de cálcio, e com mais de 70 anos - 1200mg/dia. Ângela alerta que atualmente a ingestão média da população brasileira fica em torno de 500mg/dia.

A osteopenia e osteoporose continuam como as grandes vilãs do envelhecimento atual, pois são subdiagnosticadas e subtratadas, esclarece a geriatra.
As duas profissionais que trabalham em conjunto na Clinipampa citam a frase de Hipócrates: "Faça da sua alimentação o seu remédio e do seu remédio a sua alimentação!".


Por: Gladimir Aguzzi

 
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