Renato Marsiglia

quinta-feira, 15 de outubro de 2015 às 17:56

Renato Marsiglia

Inter perde com naturalidade

Parecia jogo de profissionais contra juvenis em Belo Horizonte. A diferença de intensidade, velocidade e movimentação tática eram vísíveis. Dentro desta ótica, os juvenis tiveram ótimo desempenho. O resultado de 2 x 1 para o Atlético-MG não condiz com o que aconteceu dentro do campo. Perder para o time mineiro (já havia perdido no Beira-Rio) está nas contas de qualquer um. Nâo pode é deixar pontos pelo meio do caminho contra quem luta contra o rebaixamento como o Inter vem fazendo. Menos mal que São Paulo, Flamengo e Palmeiras também perderam, mas não resolve nada ficar secando adversários se não fizer a sua parte. Domingo contra o Flamengo é vencer ou vencer.

Seleção Brasileira
Não vi nada de extraordinário no jogo contra a Venezuela, mas também não vou entrar nessa de diminuir o resultado com chavões como "fez o dever de casa"ou "vencer da Venezuela é apenas obrigação". Vale lembrar que a exigência de um melhor futebol aumenta ou diminui conforme a qualidade do adversário. Certamente contra Argentina, Uruguai ou Colômbia seremos mais exigidos e também apresentaremos um futebol mais intenso e competitivo. Se vamos vencer ou não é outra discussão.

Por falar nisso
Não fiquei satisfeito com os resultados da Argentina: um ponto em dois jogos. Tenho que raciocinar de forma pragmática. A Argentina dará a volta por cima e irá se classificar, pois tem mais time que as outras seleções. Ora, a derrota para o o Equador coloca esta seleção na disputa por uma vaga, pois somou três pontos que outras seleções dificilmente conseguirão. Se Argentina e Chile vencerem todos os seus jogos daqui para a frente, melhor para nós, pois não é com estes dois que estamos lutando por uma vaga na Copa do Mundo da Rússia.

Saudades do Brasileirão 
Passamos anos criticando o calendário "estafante" do futebol brasileiro, como se avião não encurtasse distância. Pois nesta primeira rodada das eliminatórias, o campeonato parou por 10 dias e escutei reclamações generalizadas pela falta de futebol. No fundo, o brasileiro não gosta de futebol: gosta de seu time e ponto final. Somente se interessa pela Seleção Brasileira em Copa do Mundo. Como decepcionamos nas três ultimas edições, o Brasileirão atrai mais atenção do que o time nacional.

Allisson: sorte e competência
O jovem goleiro colorado têm demonstrado competência e sorte. Terceiro goleiro do Inter, viu pela televisão Dida levar cinco gols contra a Chapecoense e perder a titularidade para Muriel. Reserva imediato, entrou no lugar do irmão que se machucou, e passou a fazer milagres. Convocado como terceiro goleiro da Seleção, vê Jefferson passar por má fase e Marcelo Grohe, que era o reserva imediato, se machuca num treino. Mas o mais importante, é que Allisson dentro do campo faz o que lhe compete.


Por: Renato Marsiglia

 
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